sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Show do Móveis Coloniais de Acaju

Então, ontem conforme eu tinha dito, rolou o show do Móveis de graça na UFF, aqui em Niterói, e eu como um bom fã da banda fui; e como bom niteroiense, vi metade da cidade lá. O evento em si teve uma boa organização, apesar do local ser apertado e de terem somente 4 banheiros químicos, o que acabou transformando as árvores em banheiros biológicos.

Então, a primeira banda da noite foi Los Leslekitos, que é uma sátira dessa onda de bandas emo como NXZero, Strike, e outras coisas ruins. As músicas deles são intencionalmente ruins já que estão satirizando bandas ruins em sim, porém eles o fazem com uma precisão incrível, e as letras se não são poéticas, são extremamente engraçadas brincando com os clichês que marcam esse estilo musical. Sinceramente, achei a melhor banda das três, já que foram os únicos que me passaram personalidade, ironicamente, uma banda que se tratava de uma sátira.

A outra foram Os Clodoaldos. A pior da noite, quando não tocaram covers ruins do tipo Linkin Park (nem quando eu tinha 13 anos eu cheguei a considerar eles ouvíveis), um cover sem inspiração de System of a Down (que a meu ver já não é grandes coisa) e uma versão hardcore de Lady Gaga que foi a melhor música que eles apresentaram (ou a menos pior?), também cantaram músicas próprias que escorregavam no clichê musical de suas influências e em letras fracas como "me afoguei em meu próprio mar", os músicos foram no máximo competentes.

Tivemos também a banda Tereza, e sinceramente, não entendo o hype que existe ao redor deles. Talvez por serem de Niterói, quem sabe... Enfim, eles não são uma banda ruim, são até divertidos, mas não dá para separá-los de suas influências, o que faz com que eles soem falsos. As músicas animam mas não vão além disso. Porém, a execução das músicas foi muito boa e o cover de Titãs que fizeram ficou bastante interessante. Enfim, talvez no futuro eles acertem a mão.

Agora, show do Móveis. Impecável. As músicas já são boas em estúdio, ao vivo elas tornam-se melhores ainda e mais empolgantes. A presença de palco deles é incrível, todos eles interagem com a banda durante o show, (exceção óbvia do bateirista) e todas as músicas foram executadas com excelência. As letras são boas e cantadas a plenos pulmões pela maior parte dos presentes; mais uma prova de que Móveis não são mais uma promessa do rock alternativo, e sim uma banda que veio pra ficar com músicos talentosos e canções excepcionais. Sem contar que todos os membros da banda são extremamente simpáticos com os fãs. Enfim, o show foi do caralho.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Top 5 da semana

Minha vez, meu tema.
O tema que eu escolhi, diferentemente dos meus colegas - que apelaram - foi as melhores músicas da última década. Amplo leque de escolhas. As top 5's são as que seguem:

Igor:
1 - Do You realize? - The Flaming Lips (2002)
2 - Stockholm Syndrome - Muse (2003)
3 - We're going be Friends - The White Stripes (2002)
4 - Tudo que eu sempre sonhei - Pullovers (2009)
5 - Woman - Wolfmother (2005)

Tiago:
1 - Idioteque - Radiohead
2 - Conversas de botas batidas - Los Hermanos
3- Walk away - Franz Ferdinand
4 - Juicebox - The Strokes
5 - Rebellion (lies) - Arcade Fire

Luiz:
1 - Guaranteed - Eddie Vedder
2 - Mrs. Cold - Kings of Convenience
3 - There there - Radiohead
4 - Hurt - Johnny Cash
5 - Summer - Blackfield

That's all, folks!

A Trilha Sonora de Onde vivem os monstros


Onde vivem os Monstros (Where the Wild Things are), é um filme adaptado de um conto infantil de não muito mais que 80 palavras, que é um grande clássico da Literatura infantil Americana, contando com a direção de Spike Jonze , o filme vêm sendo apontado como um dos melhores filmes do ano, e muito de seu clima vêm de sua Trilha Sonora que é simplesmente Fantástica.

A trilha sonora de “Onde vivem os Monstros” é de “Karen O and the kids, (reconheceu o nome? Não? Pois devia.) Karen O é a líder e vocalista da banda Yeah Yeah Yeahs, umas das mais relevantes bandas de Rock Alternativo da década.

Temos então, uma trilha sonora que mesmo sendo composta e entoada por um só artista não é chata e repetitiva, como por vezes acontece em tais empreitadas, as canções tem arranjos lindos e simples e casam perfeitamente com o filme , tendo um clima inocente e ingênuo, delineando a dimensionalidade das personagens e dando um agradável toque lúdico que permeia a obra.

O disco é recheado de trechos do filme inseridos nas músicas, que como no filme, empolgam e triunfa usando a quimica do jovem e talentosissimo Max Records e o genial James Gandolfini, se misturando com a voz alentadora de Karen O,o destaque é canção “All is Love”, música que gruda nos corações mais saudosos em segundos, recomendo depois de assistir o filme, baixar e trilha e se deliciar com um dos melhores aspectos do filme.



Igor Accioly, acha que James Gandolfini é infálivel desde The Sopranos

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Show de graça da UFF

Então, vai ter um show dia 12 na UFF, bloco E, começando as 21h com a presença da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju. Recomendo a todos que compareçam.

sábado, 31 de julho de 2010

Top 5: Ufos, ETs e assuntos intergaláticos

O Top da semana tem um tema de minha autoria, que desafiei meus amigos com um tema um tanto quanto inabitual.

UFOS, ETs e Assuntos Intergaláticos

Top do Luiz:

1 - Across the universe - The Beatles
2 - Supermassive black hole - Muse
3 - Hyperspace - Nada surf
4 - Solar sister - The Posies
5 - Subterranean homesick alien - Radiohead

Top do Tiago:

1- Subterranean homesick alien - Radiohead
2- Aliens exist - Blink 182
3- Life on mars - David bowie
4- Hardcore ufos - Guided by voices
5- Space dementia - Muse

Top do Igor

1 - Alien 8 - Lagwagon
2 - Concerning the UFO Sighting Near Highland - Sufjan Stevens
3 - Disco voador - Capones
4 - Girl form Mars - Ash
5 -Alíenigenas - Rockz



Depois que vi os tops dos meus amigos, fiquei abismado com a falta de um "Musesinho" neste meu top, mas o que foi feito foi feito, certo?
Semana que vem o Tema é do Luiz, e eu devo postar meu primeiro texto por aqui.

Beijo no Coração da galera.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Arcade Fire, Interpol, Belle and Sebastian

Então, Arcade Fire lançou/vazou o novo CD novo, chama-se The Suburbs, e está excelente, vou fazer uma resenha sobre ele dentro de muito em pouco tempo.

E o do Interpol também vazou, porém com uma qualidade ruim, portanto ainda não ouvir, quando eu o ouvir, falarei para vocês minha opinião. Espero que seja melhor que a capa.

E a banda que deve ser a atração do Planeta Terra tá pra lançar álbum novo também, e tem até vídeo de uma música nova deles que foi tocada na Finlândia. A canção se chama I Didn't See It Coming.



Dançante, não?

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Top 5 da semana

Então, uma das propostas que nós criadores tivemos foi a de fazer semanalmente um top 5 de músicas relacionado a algum tema específico, tal qual o filme Alta Fidelidade, em cujo o nome do blog foi inspirado.

O tema da semana é músicas sobre cidades e bairros:

Igor:

1 - Chicago - Sufjan Stevens
2 - Pra lá em Tijuana - Acabou la Tequila
3 - In the Streets of Boston - Dropkick Murphys
4 - Puteiro em João Pessoa - Raimundos
5 - Fake Tales of São Francisco - Artic Monkeys

Luiz

1 - I'm from Barcelona - Barcelona Loves You
2 - Coldplay - Cemiteries of London
3 - Los Hermanos - Paquetá
4 - Strokes - NYC Cops
5 - Arctic Monkeys - Fake Tales of San Francisco

Tiago

1 - London Calling - The Clash
2 - Amsterdam - Peter, Bjorn & John
3 - Nantes - Beirut
4 - California Über Alles - Dead Kennedys
5 - Rome - Phoenix

Pronto. Semana que vem teremos outro.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Show do Arcade Fire no Youtube

O problema de títulos auto-explicativos é que não deixam muito a se falar no texto em si. Enfim, não pus a data no título, para pô-la agora, será dia 5 do próximo mês, portanto deixem a data livre na agenda de vocês pois Arcade Fire merece vossa atenção.

Untitled from Arcade Fire on Vimeo.



Ah, as duas músicas que vazaram, The Suburbs e Month of May são bem bacanas, estou com uma alta expectativa pro álbum novo deles que será lançado na primeira semana de agosto.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Eli et Papillon


Segundo o próprio duo: "Logo, uma simbiose aconteceu entre os dois e descobriram o que mais tarde se tornou Eli et Papillon, o resultado de uma paixão mútua por música e pura alquimia".

Eli et Papillon é um duo formado pela bela Elise Larouche - voz - e por Marc Papillon - instrumentista (guitarra, piano, bandolim, violino, baixo etc.). Vindos de Quebec, Canadá (não é só de Avril Lavigne que vive o país), o duo, que ainda não tem um álbum lançado, apresenta um som que relembram várias influências indies já badaladas, mas ainda assim demonstra segurança e originalidade, mesmo dando seu pontapé inicial agora.

De um lado, a voz de Elise é impressionante. Mesmo sendo nova e dandos os primeiros passos, consegue demonstrar a emoção corrente das canções. Leve-se em conta que todas as músicas são cantandas em francês e que, ainda assim, é possível absorver o "feeling" da canção sem bem entender o que é dito. Somado a isso, Elise consegue passar de uma voz mais melancólica como em "Une chanson pour tout dire" para uma animação jovial, como em "Train de Vie", sem falar no seu alcance vocal em "La dernière vague".

A outra metade da banda, Marc Papillon, é sem dúvidas um grande instrumentista. As composições lembram, ainda que vagamente, o último trabalho do Kings of Convenience - reconhecidamente pelo duo canadense como uma grande influência -, mas sem por isso soar enquanto cópia. Um bom uso do piano e da guitarra, além de um belo uso do violino na forte "Coffre Fort" dão a base musical, que une-se ao bom canto de Elise. Forçando um pouco a barra, lembra vagamente Yann Tiersen, sobretudo nas canções de Adeus, Lênin.

Com 8 músicas disponíveis somente, Eli et Papillon são uma excelente aposta pro futuro. Ainda que vá numa linha não tão tradicional - por cantarem em francês, o que dificulta um pouco o acesso -, sua música é suficiente para atingir mesmo os não francófonos. Se com um demo já conseguem boas críticas nos sites que os avaliaram, é de se esperar um bom estrondo após sua estréia "oficial".

"Une chanson pour tout dire":


Myspace:
http://www.myspace.com/elietpapillon

segunda-feira, 19 de julho de 2010

High Violet - The National

A banda americana The National lançou o sucessor do aclamado álbum Boxer esse ano, em maio, após o mesmo ter vazado na internet, algo aliás, normal atualmente. High Violet marca a evolução de uma banda que começara a se afirmar em Alligator (anterior ao Boxer) e melhorou consistentemente no Boxer, que a meu ver, ficará marcado como o grande clássico deles.

Em High Violet, ocorre uma continuação de temas tantos em relação a música em si quanto em relação as letras. As guitarras secas, o baixo direto e o piano proeminente continuam presente, os arranjos de cordas e de metais também aparecem bastante, (de uma maneira até mais contundente que nos outros álbuns da banda), a bateria direta e o vocal barítono de Berninger que lembra Ian Curtis (aliás, qual banda de rock cujo vocalista tem a voz de barítono pós anos 80 não remete a Joy Division) também são elementos essenciais para a sonoridade do The National. Tudo isso, produzido pela própria banda com auxílio de Peter Katis fazem com que as músicas do The National tenham uma personalidade marcante, algo difícil de se encontrar em bandas de rock atuais, diga-se de passagem. E ao contrário de seus antecessores, High Violet parece um álbum mais organizado e menos ansioso, um tanto mais calmo e mais intimista, a meu ver.

Quanto as letras, continuam com a melancolia que marcou a banda e seus trabalhos anteriores; a dor de cotovelo e a solidão em meio a cidade grande se fazem perceber de uma maneira bastante contundente porém singela em alguns momentos, como em Little Faith, que diz: Awesome prince, get your sleep/Lose your heart in history/Make us laugh or nothing will/I set a fire just to see what it kills. Referências a Nova York são muitas e podem ser encontradas em Anyone's Ghost: The Manhattan valleys of the dead ou na ou na mesma Little Faith. De uma maneira geral, em relação ao trabalho anterior, continua com o mesmo pessimismo, como em Sorrow: Sorrow found me when I was young, Sorrow waited, sorrow won. High Violet marca uma faceta de Berninger como poeta difícil de ser encontrada em poucos compositores atuais; o eu-lírico da maioria de suas composições se concentra em pessoas comuns e em seus problemas cotidianos, como em Bloodbuzz Ohio: "I still owe money/ To the money/ To the money I owe". As letras do The National assim como sua música são bastante intimistas e focadas em situações mais comuns; sofrimentos e sentimentos que a maioria de nós entre 20/30 começando nossas vidas adultas costumamos ter. A confusão e a raiva, são encontrados com clareza em High Violet e Berninger faz com que tais sentimentos sejam facilmente identificáveis.

Portanto, High Violet marca a evolução de uma banda que já estava consolidada dentro do cenário alternativo e consegue surpreender mesmo sem sair do que era esperado de sua música por seus fãs, lançando a meu ver, até agora, o melhor álbum do ano.

Nota: 9/10

domingo, 18 de julho de 2010

Bem vindos e a nossa proposta

Então, eu e meu amigo Luiz resolvemos fazer esse blog para falar de música, e de uma maneira mais restrita, música alternativa.

O título, o leitor mais perspicaz provavelmente deve saber, se refere ao filme Alta Fidelidade, estrelado por John Cusack e baseado no livro homônimo, escrito por Nick Hornby. Enfim, se puderem leiam e/ou assistam o filme.

Boa noite e amanhã teremos postagens, juro. Tentarei analisar o novo do The National.

:*